sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Empresa que prestava serviço para prefeitura não pagou funcionários


Porteiros das Escolas Municipais reclamam da falta de respeito com o trabalhador


  Nos últimos dias, muito se tem ouvido falar da falta dos porteiros nas Escolas Municipais de Ensino, mas a outra parte da história não é divulgada pela mídia.

Depois do trágico episódio na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, a prefeitura resolveu contratar a empresa VPAR para o serviço de porteiros nas escolas com intuito de garantir segurança aos alunos.

  A firma terceirizada assinava a carteira como Atividades Gerais (ATG), sendo que o trabalho prestado era de porteiro. Os funcionários recebiam menos que um salário mínimo, cujo valor bruto era de R$ 622,00 e o valor líquido de R$ 572,00, não tinham direito a passagem alegando que o mesmo deveria morar próximo ao serviço, porém, vale ressaltar que muitos levavam uma caminhada de 30 minutos para chegar ao local de trabalho. A cesta básica era o único benefício oferecido, mas segundo alguns porteiros estas cestas não eram entregues todo o mês.

  Após várias reclamações dos empregados, a prefeitura não fez a renovação do contrato com a empresa. O contrato encerrou no final de agosto e até o momento o trabalhador não recebeu o pagamento.
                                     
 Ex-funcionária Mônica Coutinho, 39 anos, relatou que estava dependendo deste dinheiro para pagar suas contas e que foi até o endereço onde a empresa tem o escritório para cobrar o seu salário, porém a empresa não funciona mais no local.

 



                                                                  Foto: Dayana Neves
Porteira contratada pela VPAR

“Trabalhei 2 anos para VPAR. Meu medo é de não receber os meus direitos.Entrei em contato com um advogado e vou lutar pelo que é meu na justiça".



Matéria: Dayana Neves
Cursa o 4º período de Jornalismo 
Universidade Estácio de Sá -Campus Madureira

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