quarta-feira, 24 de setembro de 2014

BRT: progresso às avessas?


Foto e texto: Yuri Henderson
É comum aos telejornais noticiarem contratempos com os BRTs (sigla em inglês que Transporte Rápido por Ônibus). O que fora pensado para solucionar os problemas de transporte público, e um dos principais legados das Olimpíadas no Rio de 2016, vem se mostrando fracassado e caótico. Quem usa o serviço reclama da falta de informação, lotações diárias, insatisfação pela extinção de linhas fundamentais - sendo substituídas pelas chamadas "linhas alimentadoras" - e o grande número de acidentes. Esse parece o mais grave e frequente dos transtornos.
Usuários fazem enorme fila para utilizar o sistema de transporte rápido.

Inaugurado em 2012, os problemas não demoraram muito. Já no primeiro mês, as faixas dos BRTs já apresentavam buracos, estações inacabadas superlotação e acidentes (estes dois ainda presentes). Em pouco mais de dois anos em funcionamento, os números são negativamente surpreendentes: 55 acidentes registrados, 22 mortes e 188 feridos. Uma média de quase uma morte por mês. Quem usa o transporte habitualmente reclama que o sistema de transporte mudou, mas os problemas não foram resolvidos. 

Outro motivo de descontentamento é a extinção de diversas linhas de ônibus municipais, dando lugar às linhas alimentadoras. De acordo com a prefeitura, essas têm a função de transportar os passageiros até a estação do BRT mais próxima, afim de integrar todo o sistema. Mas, para quem usa o meio, as mudanças não foram benéficas. "Para fazer o trajeto da zona oeste à zona sul, pego cinco conduções. Antes eu embarcava em duas", relata Andreia Moreira. Segundo os passageiros, o tempo e os custos subiram, mas o conforto não. 

Fonte: Extra.

Yuri Henderson - Estudante do 4º período de Jornalismo.

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